26/05/2015

||| falar do espanto não é espantar...


||| ... durante muito tempo me perguntaram porque falava em espanto. em redescobrir o espanto. em dar aos miúdos coisas de espantar. respondi sempre que era esse o primeiro passo para a curiosidade. algo que nos absorve a observação e nos coloca a dúvida. o que está ali? aqui? como funciona? a escola sofreu de um mal maior. foi pensar que a pergunta que levava os miúdos a gostarem de aprender seria o porquê. o segredo está que os miúdos querem saber é o como. com o como chegamos ao porquê e não ao contrário. ao contrário temos o modelo que agora temos. o lugar do espanto está reservado à primeira das perguntas que fazemos sempre. como? é natural queremos saber isso. se esse for o mote da nossa aula, do nosso trabalho, despertar esse espanto para a pergunta, sabemos que abrimos caminhos a muitas outros que se seguem. perguntar é preciso. e urgente. mas a pergunta que nasça do espanto. antes da razão explicar o que quer que seja. a escola ganharia muito se alguém fosse capaz de colocar tudo noutra ordem...

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